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A Cigarra e a Formiga: a Fabula Classica e o que Ela Ensina

A cigarra canta o verão inteiro enquanto a formiga trabalha, e seu filho ainda vai descobrir quem sorri quando o inverno chega. É nessa lição que o espanhol entra sem esforço. Leia A Cigarra e a Formiga nos dois idiomas, na hora de dormir.

Jonathan MachadoJonathan Machado
5 min de leitura998 palavras

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A1 · Iniciante
PT

Era uma vez, num campo dourado onde o verão parecia não ter fim, uma cigarra de asas brilhantes que adorava cantar. O sol esquentava as folhas, o ar cheirava a flor e a grama morninha, e a cigarra balançava num galho de figueira só por gostar. Do amanhecer ao anoitecer ela soltava sua música, alegre e cheia de vida. Cri-cri, cri-cri, fazia o seu canto, rodando pelo bosque inteiro como uma fita de som.

ES

Había una vez, en un campo dorado donde el parecía no tener fin, una de alas brillantes que adoraba . El sol calentaba las hojas, el aire olía a flores y a hierba tibia, y la se balanceaba en una rama de higuera solo por gusto. Desde el amanecer hasta la noche soltaba su música, alegre y llena de vida. Cri-cri, cri-cri, hacía su canto, dando vueltas por todo el bosque como una cinta de sonido.

PT

Bem ali embaixo, no caminho de terra quente, uma formiguinha trabalhava sem parar. Ela carregava nas costas grãos de trigo maiores que ela mesma, indo e voltando, indo e voltando, com passinhos curtos e firmes. O suor escorria, as perninhas tremiam, mas ela seguia juntando comida para guardar no formigueiro fresco lá embaixo. Andou, andou, andou, e cada grão que descia era um pedacinho de inverno vencido com antecedência.

ES

Allí mismo abajo, en el camino de tierra caliente, una hormiguita trabajaba sin parar. Cargaba en la espalda granos de más grandes que ella misma, yendo y volviendo, yendo y volviendo, con pasitos cortos y firmes. El sudor le caía, las patitas le temblaban, pero seguía juntando para guardar en el hormiguero fresco allá abajo. Caminó, caminó, caminó, y cada grano que bajaba era un pedacito de vencido con tiempo.

PT

A cigarra olhou para a formiga lá no chão e soltou uma risadinha leve. "Por que tanto trabalho, amiga? O sol está tão gostoso, venha cantar comigo!", chamou, batendo as asas no ar quente. A formiga limpou a testa, ajeitou o grão nas costas e respondeu com doçura: "Eu canto outra hora. Agora preciso guardar, porque o frio sempre chega." A cigarra deu de ombros e voltou para a sua canção, achando graça de tanta pressa num dia tão bonito.

ES

La miró a la allá en el suelo y soltó una risita suave. "¿Por qué tanto trabajo, ? El sol está tan rico, ¡ven a conmigo!", la llamó, batiendo las alas en el aire caliente. La se limpió la frente, acomodó el grano en la espalda y respondió con dulzura: "Canto en otro momento. Ahora tengo que guardar, porque el siempre llega." La se encogió de hombros y volvió a su canción, riéndose de tanta prisa en un día tan bonito.

PT

Os dias do verão passaram devagar, longos e amarelos como mel. A cigarra cantou nas tardes mornas, dormiu à sombra das folhas e bebeu o orvalho das manhãs sem pensar no amanhã. A formiga, em silêncio, continuou enchendo seus túneis de trigo, de sementes e de migalhas douradas. Uma vivia o hoje na ponta do galho, a outra preparava o depois lá no fundo da terra, e nenhuma das duas sabia bem o que a outra sentia.

ES

Los días del pasaron despacio, largos y amarillos como la miel. La cantó en las tardes tibias, durmió a la sombra de las hojas y bebió el rocío de las mañanas sin pensar en el mañana. La , en silencio, siguió llenando sus túneles de , de semillas y de migajas doradas. Una vivía el hoy en la punta de la rama, la otra preparaba el después en el fondo de la tierra, y ninguna de las dos sabía bien lo que la otra sentía.

PT

Então o tempo virou, como sempre vira. As folhas caíram uma a uma, o vento ficou cortante, e o céu vestiu um cinza pesado de nuvem. Numa manhã, a primeira neve desceu macia e branca, cobrindo o campo inteiro como um lençol gelado. O bosque que antes cheirava a flor agora cheirava a frio, e o silêncio era tão grande que dava para ouvir os flocos pousando.

ES

Entonces el tiempo cambió, como siempre cambia. Las hojas cayeron una a una, el viento se volvió cortante, y el cielo se vistió de un gris pesado de nubes. Una mañana, la primera bajó suave y blanca, cubriendo todo el campo como una sábana helada. El bosque que antes olía a flores ahora olía a , y el silencio era tan grande que se podían oír los copos posándose.

PT

A cigarra tremia de frio na ponta do galho pelado, sem nenhuma folha para a abrigar. A barriga roncava, vazia, e não havia uma única semente à vista em todo aquele branco. "Estou com tanta fome", sussurrou ela, abraçando as asas finas, com a voz já sem música. O vento assoviava entre os galhos nus, e a cigarra, pela primeira vez, sentiu medo do que viria.

ES

La temblaba de en la punta de la rama pelada, sin ninguna hoja que la abrigara. La barriga le rugía, vacía, y no había ni una sola semilla a la vista en todo aquel blanco. "Tengo tanta ", susurró ella, abrazando sus alas finas, con la voz ya sin música. El viento silbaba entre las ramas desnudas, y la , por primera vez, sintió miedo de lo que vendría.

PT

Foi então que ela se lembrou da formiguinha e do calorzinho que vinha do formigueiro. Com as últimas forças, desceu pelo tronco gelado, atravessou a neve passo a passo e bateu na portinha redonda da casa da formiga. Toc, toc, toc, fez sua patinha trêmula na madeira. Lá dentro, o cheiro de comida guardada e de terra seca era um abraço só de imaginar.

ES

Fue entonces cuando se acordó de la hormiguita y del calorcito que salía del hormiguero. Con las últimas fuerzas, bajó por el tronco helado, cruzó la paso a paso y golpeó la puertita redonda de la casa de la . Toc, toc, toc, hizo su patita temblorosa en la madera. Allá dentro, el olor a guardada y a tierra seca era un abrazo de solo imaginarlo.

PT

A formiga abriu a porta e viu a amiga encolhida, branca de neve e magrinha de fome. "O que você fez durante todo o verão?", perguntou, não com raiva, mas com curiosidade gentil. A cigarra baixou a cabeça e respondeu baixinho: "Eu cantei. Cantei o verão inteiro, do começo ao fim." Houve um instante de silêncio, e lá fora a neve continuava caindo, miudinha e branca.

ES

La abrió la y vio a la encogida, blanca de y flaquita de . "¿Qué hiciste durante todo el ?", preguntó, no con rabia, sino con curiosidad gentil. La bajó la cabeza y respondió bajito: "Canté. Canté el entero, de principio a fin." Hubo un instante de silencio, y afuera la seguía cayendo, menudita y blanca.

PT

A formiga olhou para a cigarra tremendo, e seu coraçãozinho não aguentou deixá-la na neve. "Então entre", disse ela, abrindo bem a porta. "Quem canta também aquece o mundo, e ninguém merece passar fome no frio." Levou a cigarra para perto de uma pilha quentinha de grãos e dividiu o seu trigo, migalha por migalha, até a barriga da amiga parar de roncar.

ES

La miró a la temblando, y su corazoncito no aguantó dejarla en la . "Entonces entra", dijo ella, abriendo bien la . "Quien canta también calienta el mundo, y nadie merece pasar en el ." Llevó a la cerca de una pila calentita de granos y compartió su , migaja por migaja, hasta que la barriga de la dejó de rugir.

PT

Enquanto a neve dançava do lado de fora, as duas conversaram à luz morna do formigueiro. "Há tempo para tudo", disse a formiga com carinho. "Tempo de cantar e tempo de guardar. No verão que vem, eu te ensino a juntar um pouquinho, e assim você canta sem medo do inverno." A cigarra sorriu, agradecida, prometendo aprender.

ES

Mientras la bailaba afuera, las dos conversaron a la luz tibia del hormiguero. "Hay tiempo para todo", dijo la con cariño. "Tiempo de y tiempo de guardar. El que viene, yo te enseño a juntar un poquito, y así cantas sin miedo del ." La sonrió, agradecida, prometiendo aprender.

PT

E foi assim que as duas passaram o inverno juntas, lado a lado no quentinho. À noite, a formiga descansava o corpo cansado, e a cigarra cantava baixinho uma canção de ninar, só para as duas. Lá fora, a neve cobria o campo em silêncio, mas ali dentro havia comida, amizade e música. E quando o sono chegava, as duas adormeciam sabendo que cada coisa tem o seu tempo, e que um coração que divide nunca passa frio.

ES

Y así fue como las dos pasaron el juntas, lado a lado en el calorcito. Por la noche, la descansaba el cuerpo cansado, y la cantaba bajito una canción de cuna, solo para las dos. Afuera, la cubría el campo en silencio, pero allí dentro había , amistad y música. Y cuando llegaba el sueño, las dos se dormían sabiendo que cada cosa tiene su tiempo, y que un corazón que comparte nunca pasa .

ESVocabulário da história

Você acabou de ler a história nos dois idiomas, no leitor logo acima. Agora veja como transformar essa leitura num ritual de aprendizado para a família inteira, e conheça os bastidores desse conto que atravessa gerações.

Como ler esta história nos dois idiomas

Comece em português, do jeito que você sempre fez. Crie o clima, faça as vozes, deixe a criança entrar na história e viver cada cena.

Na parte mais marcante, pause e brinque: sabe como se fala formiga em espanhol? hormiga. Esse é o momento mais bonito, quando a criança percebe que já entende mais do que imagina.

Na segunda leitura, use o leitor bilíngue acima no modo Espanhol. Não traduza cada frase, deixe o fluxo acontecer. Quando aparecer uma palavra nova, toque nela para ver a tradução e a dica, e leia em voz alta junto com a criança. Observe o rosto dela: se sorrir ou antecipar a fala, o aprendizado está acontecendo.

Os personagens

  • A cigarra: alegre e despreocupada, canta o verão inteiro.
  • A formiga: trabalhadora e previdente, junta comida para o inverno.
  • O verão: o tempo da fartura e da diversão.
  • O inverno: o tempo em que cada escolha mostra a sua consequência.

Origem e versões

A Cigarra e a Formiga é uma fábula atribuída a Esopo, contador de histórias da Grécia antiga, há mais de dois mil anos.

  • O francês La Fontaine reescreveu a fábula em versos no século XVII.
  • É uma das fábulas mais conhecidas sobre trabalho e diversão.
  • Existem versões em que a formiga é mais dura e outras em que ela divide a comida.
  • Por ser milenar, a fábula é de domínio público.

O que a história ensina

A Cigarra e a Formiga ensina que há tempo para trabalhar e tempo para descansar, e que vale a pena se preparar para o futuro. É uma conversa leve sobre planejamento e generosidade.

Para aprender espanhol, a fábula é ótima: a criança já conhece a lição, então a atenção fica nas palavras. É o princípio do input compreensível. Leia junto e aponte o vocabulário destacado.

Perguntas frequentes

Quem escreveu A Cigarra e a Formiga?

A fábula é atribuída a Esopo, da Grécia antiga, e foi reescrita em versos por La Fontaine no século XVII.

Qual é a moral da história?

Que há tempo para tudo e que vale a pena se preparar para o futuro, sem esquecer a generosidade.

A Cigarra e a Formiga é de domínio público?

Sim. Por ser uma fábula milenar, é de domínio público.