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Os Tres Porquinhos: a Historia Classica do Conto Infantil

Dois porquinhos riem do irmão que constrói devagar, e seu filho ainda não sabe quem vai estar a salvo quando o lobo soprar. É nessa virada que o espanhol entra sem esforço. Leia Os Três Porquinhos nos dois idiomas, na hora de dormir.

Jonathan MachadoJonathan Machado
5 min de leitura932 palavras

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A1 · Iniciante
PT

Era uma vez, na orla mansa de uma floresta verde, três irmãozinhos porquinhos que cresceram juntos na palha morna do chiqueiro da mamãe. Numa manhã de sol dourado, quando já estavam grandes o bastante, a mamãe porca os abraçou com seu focinho rosado e disse baixinho: "Chegou a hora de cada um construir a sua própria casa." Os três saíram trotando pela trilha de terra, o cheiro doce do capim no ar, o coração batendo de alegria e um tiquinho de medo. Andaram, andaram, andaram, até o caminho se abrir em três direções.

ES

Había una vez, en el borde tranquilo de un bosque verde, tres hermanitos que crecieron juntos en la tibia del chiquero de su mamá. Una mañana de sol dorado, cuando ya eran bastante grandes, la mamá cerda los abrazó con su hocico rosado y dijo bajito: "Llegó la hora de que cada uno construya su propia ." Los tres salieron trotando por el camino de tierra, con el olor dulce del pasto en el aire, el corazón latiendo de alegría y un poquito de . Caminaron, caminaron, caminaron, hasta que el sendero se abrió en tres direcciones.

PT

O porquinho mais novo, que adorava brincar e detestava cansaço, juntou montes de palha seca e amarela que encontrou pelo campo. Em poucas horinhas, com o sol ainda alto, sua casinha leve estava de pé, e ela cheirava a feno quentinho. "Pronto! Agora vou descansar a tarde inteira", riu ele, deitando na sombra macia. O vento da tarde fazia a palha sussurrar, e o porquinho cochilou sem nenhuma preocupação no mundo.

ES

El cerdito más pequeño, que adoraba jugar y odiaba el cansancio, juntó montones de seca y amarilla que encontró por el campo. En pocas horitas, con el sol todavía alto, su casita ligera ya estaba de pie, y olía a heno calentito. "¡Listo! Ahora voy a descansar toda la tarde", se rio, acostándose en la sombra suave. El viento de la tarde hacía susurrar la , y el cerdito se durmió sin ninguna preocupación en el mundo.

PT

O porquinho do meio gostava um pouco mais de capricho, então escolheu galhos e tábuas de madeira cor de mel. Bateu prego com prego, martelando devagar, até erguer paredes que cheiravam a floresta recém-cortada. Era mais firme que a palha, e ele se sentiu esperto e contente com o trabalho. "A minha é bem melhor que a do meu irmãozinho", pensou, e também foi tirar uma soneca enquanto o sol descia laranja no horizonte.

ES

El cerdito del medio era un poco más cuidadoso, así que eligió ramas y tablas de color miel. Clavó clavo tras clavo, martillando despacio, hasta levantar paredes que olían a bosque recién cortado. Era más firme que la , y se sintió listo y contento con su trabajo. "La mía es mucho mejor que la de mi hermanito", pensó, y también se fue a dormir una siesta mientras el sol bajaba naranja en el horizonte.

PT

Já o porquinho mais velho, paciente e teimoso do jeito bom, decidiu construir com tijolos vermelhos e pesados. Carregou tijolo por tijolo sob o sol forte, o suor escorrendo, as patinhas doendo, misturando cimento cinzento numa bacia. Os irmãos passaram rindo, chamando ele de bobo por trabalhar tanto num dia tão bonito. Ele apenas sorriu e respondeu, sem parar de empilhar: "Casa boa se faz devagar, e um dia vocês vão entender."

ES

En cambio, el cerdito mayor, paciente y terco del buen modo, decidió construir con rojos y pesados. Cargó ladrillo por ladrillo bajo el sol fuerte, con el sudor cayendo, las patitas doliendo, mezclando cemento gris en una palangana. Sus s pasaron riéndose, llamándolo tonto por trabajar tanto en un día tan bonito. Él solo sonrió y respondió, sin dejar de apilar: "Una buena se hace despacio, y algún día ustedes lo van a entender."

PT

Naquela mesma floresta morava um lobo cinzento de barriga vazia, e o cheirinho de porquinho viajou até o focinho dele com o vento da noite. Os olhos do lobo brilharam famintos enquanto ele seguia o aroma pela trilha escura, as folhas estalando sob suas patas grandes. Logo chegou à casinha de palha, de onde vinha um roncar tranquilo. Ele bateu de leve na porta e chamou, com a voz mansa e mentirosa: "Porquinho, porquinho, deixa eu entrar."

ES

En ese mismo bosque vivía un gris con la barriga vacía, y el olorcito de cerdito viajó hasta su hocico con el viento de la noche. Los ojos del brillaron de hambre mientras seguía el aroma por el sendero oscuro, con las hojas crujiendo bajo sus patas grandes. Pronto llegó a la casita de , de donde venía un ronquido tranquilo. Golpeó suavecito la puerta y llamó, con la voz mansa y mentirosa: "Cerdito, cerdito, déjame entrar."

PT

O porquinho mais novo acordou assustado, o coração aos pulos, e respondeu com a vozinha tremendo: "Não, não, pelos pelos do meu queixinho, eu não vou deixar você entrar!" O lobo deu um sorriso de dentes pontudos e rosnou: "Então eu vou bufar, e soprar, e a sua casa derrubar!" Encheu o peito de ar e soprou um vendaval, e a palha voou para todos os lados como folhas secas. O porquinho saiu correndo, descalço e em pânico, rumo à casa de madeira do irmão.

ES

El cerdito más pequeño se despertó asustado, con el corazón a los saltos, y respondió con la vocecita temblando: "¡No, no, por los pelos de mi barbilla, no te voy a dejar entrar!" El mostró una sonrisa de dientes puntiagudos y gruñó: "¡Entonces voy a bufar, y a , y tu voy a tumbar!" Llenó el pecho de aire y sopló un vendaval, y la voló por todos lados como hojas secas. El cerdito salió corriendo, descalzo y en pánico, rumbo a la de de su .

PT

Os dois irmãozinhos se abraçaram, ofegantes, atrás da porta de madeira, achando que ali estariam seguros. Mas o lobo chegou pisando duro, lambeu os beiços e chamou de novo com falsa doçura: "Porquinhos, porquinhos, deixem eu entrar." "Não, não, nem pensar!", gritaram os dois juntos, agarrados um no outro. O lobo respirou fundo, até os olhos ficarem vermelhos, bufou e soprou com toda a força, e a madeira rangeu, estalou e desabou numa nuvem de poeira.

ES

Los dos hermanitos se abrazaron, jadeando, detrás de la puerta de , creyendo que ahí estarían seguros. Pero el llegó pisando fuerte, se lamió los labios y llamó de nuevo con falsa dulzura: ", , déjenme entrar." "¡No, no, ni pensarlo!", gritaron los dos juntos, agarrados el uno al otro. El respiró hondo, hasta que los ojos se le pusieron rojos, bufó y sopló con toda la fuerza, y la crujió, se quebró y se cayó en una nube de polvo.

PT

Sem casa e sem fôlego, os dois porquinhos dispararam pela trilha, as patinhas mal tocando o chão, até avistarem a sólida casa de tijolos do irmão mais velho. Entraram correndo e ele trancou a porta pesada, abraçando os dois trêmulos junto à lareira morna. "Aqui vocês estão seguros", disse ele com calma, "a minha casa foi feita com cuidado." Lá fora, o lobo chegou bufando, e mais uma vez chamou pela fenda da porta: "Porquinhos, porquinhos, deixem eu entrar."

ES

Sin y sin aliento, los dos salieron disparados por el sendero, con las patitas casi sin tocar el suelo, hasta divisar la sólida de del mayor. Entraron corriendo y él trancó la puerta pesada, abrazando a los dos temblorosos junto a la tibia. "Aquí están seguros", dijo con calma, "mi fue hecha con cuidado." Afuera, el llegó bufando, y otra vez llamó por la rendija de la puerta: ", , déjenme entrar."

PT

"Não, não, e não!", responderam os três em coro, mais corajosos agora. O lobo encheu o peito até quase estourar, soprou um furacão inteiro contra os tijolos vermelhos, mas a casa nem balançou. Soprou de novo, e de novo, até ficar tonto e sem ar, e ainda assim cada tijolo continuou firme no lugar. Furioso e ainda faminto, o lobo olhou para cima e teve uma ideia maldosa: subiria pelo telhado e desceria pela chaminé.

ES

"¡No, no, y no!", respondieron los tres a coro, más valientes ahora. El llenó el pecho hasta casi reventar, sopló un huracán entero contra los rojos, pero la ni se movió. Sopló otra vez, y otra, hasta quedar mareado y sin aire, y aun así cada ladrillo siguió firme en su lugar. Furioso y todavía hambriento, el miró hacia arriba y tuvo una idea malvada: subiría por el tejado y bajaría por la .

PT

Lá dentro, o porquinho mais velho ouviu as patas arranhando o telhado e logo entendeu o plano. Depressa ele pendurou na lareira um grande caldeirão de ferro cheio de água, e acendeu o fogo bem forte por baixo. A água começou a chiar, a borbulhar e a soltar vapor quentinho, enquanto os três esperavam quietinhos, segurando o riso. De repente, com um uivo de susto, o lobo desceu pela chaminé direto dentro do caldeirão fervente, deu um pulo escaldado e fugiu floresta adentro, e nunca mais ninguém o viu por ali.

ES

Adentro, el cerdito mayor oyó las patas arañando el tejado y enseguida entendió el plan. Rápido colgó en la un gran de hierro lleno de agua, y encendió el bien fuerte por debajo. El agua empezó a chillar, a burbujear y a soltar vapor calentito, mientras los tres esperaban calladitos, aguantando la risa. De repente, con un aullido de susto, el bajó por la directo dentro del hirviente, dio un salto escaldado y huyó hacia el bosque, y nadie lo volvió a ver por allí.

PT

Naquela noite, os três irmãozinhos cearam sopa quente ao redor da lareira, as barriguinhas cheias e os corações em paz. O porquinho mais novo e o do meio agradeceram baixinho, encostando a cabeça no ombro do irmão mais velho. "Você tinha razão", sussurraram eles, "o trabalho bem feito guarda a gente." E ali, na casa firme de tijolos, embalados pelo crepitar do fogo, os três dormiram juntinhos, seguros, sonhando com manhãs douradas e sem nenhum lobo.

ES

Esa noche, los tres hermanitos cenaron sopa caliente alrededor de la , con las barriguitas llenas y los corazones en paz. El cerdito más pequeño y el del medio agradecieron bajito, apoyando la cabeza en el hombro del mayor. "Tenías razón", susurraron, "el trabajo bien hecho nos protege." Y allí, en la firme de , arrullados por el crepitar del , los tres durmieron juntitos, seguros, soñando con mañanas doradas y sin ningún .

ESVocabulário da história

Você acabou de ler a história nos dois idiomas, no leitor logo acima. Agora veja como transformar essa leitura num ritual de aprendizado para a família inteira, e conheça os bastidores desse conto que atravessa gerações.

Como ler esta história nos dois idiomas

Comece em português, do jeito que você sempre fez. Crie o clima, faça as vozes, deixe a criança entrar na história e viver cada cena.

Na parte mais marcante, pause e brinque: sabe como se fala tijolo em espanhol? ladrillo. Esse é o momento mais bonito, quando a criança percebe que já entende mais do que imagina.

Na segunda leitura, use o leitor bilíngue acima no modo Espanhol. Não traduza cada frase, deixe o fluxo acontecer. Quando aparecer uma palavra nova, toque nela para ver a tradução e a dica, e leia em voz alta junto com a criança. Observe o rosto dela: se sorrir ou antecipar a fala, o aprendizado está acontecendo.

Os personagens

  • Os três porquinhos: irmãos que escolhem caminhos diferentes para construir a casa.
  • O porquinho caprichoso: faz a casa de tijolos e protege os irmãos.
  • O lobo mau: faminto e apressado, o perigo que testa o trabalho de cada um.
  • A casa de tijolos: quase um personagem, prova do esforço bem feito.

Origem e versões

Os Três Porquinhos é um conto popular inglês, registrado por Joseph Jacobs no fim do século XIX.

  • A história ficou ainda mais famosa com um desenho animado de 1933.
  • A casa de tijolos resistindo ao sopro do lobo é uma cena clássica.
  • O conto ensina o valor do esforço e do planejamento.
  • A versão clássica é de domínio público.

O que a história ensina

Os Três Porquinhos ensina que o esforço e o capricho protegem, enquanto a pressa e a preguiça custam caro. É uma boa conversa sobre fazer as coisas bem feitas, mesmo quando dá mais trabalho.

Para aprender espanhol, o conto é ótimo: a criança já sabe que a casa de tijolos vence, então a atenção fica nas palavras. É o input compreensível. Leia junto e aponte o vocabulário.

Perguntas frequentes

Quem escreveu Os Três Porquinhos?

É um conto popular inglês, registrado por Joseph Jacobs no fim do século XIX.

Qual é a moral da história?

Que o esforço e o planejamento protegem, enquanto a pressa e a preguiça saem caro.

Os Três Porquinhos é de domínio público?

Sim. A versão clássica tem mais de um século e é de domínio público.