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A Polegarzinha: a Historia Classica do Conto de Andersen

Polegarzinha cabe dentro de uma flor, e seu filho ainda não imagina quantas aventuras esperam alguém tão pequenino. É nesse encanto que o espanhol entra sem esforço. Leia A Polegarzinha nos dois idiomas, na hora de dormir.

Jonathan MachadoJonathan Machado
5 min de leitura983 palavras

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A1 · Iniciante
PT

Era uma vez uma mulher que vivia sozinha numa casinha simples, com vontade de ter uma filha para chamar de sua. Ela procurou uma fada bondosa, que morava num jardim onde o ar cheirava a mel e lavanda. A fada sorriu, abriu a mão e ofereceu uma sementinha escura, pequena como um grão de cevada. "Plante com cuidado e espere", sussurrou a fada, "e logo você vai entender por quê." A mulher levou a semente para casa apertada contra o peito, como se já fosse um tesouro vivo.

ES

Había una vez una mujer que vivía sola en una casita sencilla, con muchas ganas de tener una hija para llamarla suya. Buscó a un bondadosa que vivía en un jardín donde el aire olía a miel y a lavanda. El sonrió, abrió la mano y le ofreció una oscura, pequeña como un grano de cebada. "Plántala con cuidado y espera", susurró el , "y pronto entenderás por qué." La mujer llevó la a casa apretada contra el pecho, como si ya fuera un tesoro vivo.

PT

Em casa, ela plantou a sementinha num vaso de barro e regou com água morna todas as manhãs. Logo brotou um caule verde, e na ponta nasceu um botão fechado, macio como veludo. Numa tarde dourada, as pétalas se abriram com um estalo doce, igual a uma tulipa, e lá dentro, sentada no fundo amarelo da flor, havia uma menina minúscula. Ela era do tamanho exato de um polegar, com cabelos finos como fios de seda e bochechas rosadas. A mulher juntou as mãos de alegria e a chamou de Polegarzinha.

ES

En casa, plantó la en una de barro y la regó con agua tibia todas las mañanas. Pronto brotó un tallo verde, y en la punta nació un capullo cerrado, suave como el terciopelo. Una tarde dorada, los pétalos se abrieron con un dulce chasquido, igual que un tulipán, y allí dentro, sentada en el fondo amarillo de la flor, había una niña diminuta. Era del tamaño exacto de un pulgar, con cabellos finos como hilos de seda y mejillas rosadas. La mujer juntó las manos de alegría y la llamó Pulgarcita.

PT

A casa da menina era feita das coisas mais delicadas que se possa imaginar. De dia, ela brincava sobre uma mesa onde flutuava um pratinho com pétalas de tulipa por barquinho, remando com dois fios de crina branca. De noite, dormia numa casca de noz polida, com uma colcha de pétalas de rosa e um colchão feito de violetas perfumadas. O quartinho cheirava a jardim ao entardecer, e a luz da lua entrava pela janela como leite derramado. Assim Polegarzinha adormecia, embalada pelo cheiro morno das flores.

ES

La casa de la niña estaba hecha de las cosas más delicadas que uno pueda imaginar. De día, jugaba sobre una mesa donde flotaba un platito con pétalos de tulipán como barquito, y remaba con dos hilos de crin blanca. De noche, dormía en una de nuez pulida, con una colcha de pétalos de rosa y un colchón hecho de violetas perfumadas. El cuartito olía a jardín al atardecer, y la luz de la luna entraba por la ventana como leche derramada. Así se dormía Pulgarcita, mecida por el olor tibio de las .

PT

Mas certa noite, enquanto a menina dormia, um sapo grande e úmido pulou pela janela aberta. "Que esposinha bonita você daria para o meu filho", coaxou ele, com a voz pegajosa e satisfeita. Sem fazer barulho, o sapo carregou a casca de noz até o brejo e a deixou sobre uma folha larga de nenúfar, no meio do rio escuro, para que ela não pudesse fugir. Quando Polegarzinha acordou rodeada de água e juncos, seus olhos se encheram de lágrimas pequeninas. Foi então que uns peixinhos prateados, com pena dela, roeram o talo da folha por baixo.

ES

Pero una noche, mientras la niña dormía, un grande y húmedo saltó por la ventana abierta. "Qué esposita tan bonita serías para mi hijo", croó él, con la voz pegajosa y satisfecha. Sin hacer ruido, el se llevó la de nuez hasta el pantano y la dejó sobre una ancha de nenúfar, en medio del oscuro, para que ella no pudiera escapar. Cuando Pulgarcita despertó rodeada de agua y juncos, sus ojos se llenaron de lágrimas pequeñitas. Fue entonces cuando unos pececillos plateados, con pena de ella, royeron el tallo de la por debajo.

PT

A folha soltou-se e começou a deslizar rio abaixo, levando a menina para longe do sapo. Polegarzinha navegou, navegou, navegou, passando por margens de capim alto e por flores que se curvavam para vê-la. Uma borboleta branca pousou perto e ela amarrou seu cinto no caule, deixando a borboleta puxar a folha mais depressa. O sol brilhava na água em mil moedinhas tremulantes, e por um instante a viagem foi quase alegre. Mas o verão é curto, e a menina não sabia o frio que a esperava.

ES

La se soltó y empezó a deslizarse abajo, llevando a la niña lejos del . Pulgarcita navegó, navegó, navegó, pasando por orillas de hierba alta y por que se inclinaban para verla. Una blanca se posó cerca y ella ató su cinturón al tallo, dejando que la tirara de la más deprisa. El sol brillaba en el agua en mil monedas temblorosas, y por un instante el viaje fue casi alegre. Pero el verano es corto, y la niña no sabía el f que la esperaba.

PT

Veio o outono, e depois o inverno, com seu vento cortante e seus campos cobertos de geada. Polegarzinha, sozinha, tremia entre as folhas secas, com a roupa fina e nenhum abrigo. Foi assim que chegou à porta de um rato do campo, que morava aquecido e fartinho debaixo da terra. "Pobre criatura, entre e esquente-se", disse o rato, abrindo a portinha quente que cheirava a grãos guardados. Lá dentro havia despensas cheias de trigo, e a menina, em troca de contar histórias, ganhou um cantinho seco para passar o inverno.

ES

Llegó el otoño, y después el , con su viento cortante y sus campos cubiertos de escarcha. Pulgarcita, sola, temblaba entre las s secas, con la ropa fina y sin ningún abrigo. Fue así como llegó a la puerta de un de campo, que vivía calentito y bien provisto debajo de la tierra. "Pobre criatura, entra y caliéntate", dijo el , abriendo la puertita cálida que olía a granos guardados. Allí dentro había despensas llenas de trigo, y la niña, a cambio de contar cuentos, ganó un rinconcito seco para pasar el .

PT

Um dia, andando por um corredor escuro da toca, a menina encontrou uma andorinha caída, fria e quase sem fôlego. Ela achou que o passarinho estivesse morto, mas, encostando o ouvido no peito macio, sentiu um coraçãozinho bater devagar. Com muito carinho, Polegarzinha cobriu a andorinha com folhas secas e feno, e durante semanas levou-lhe gotas de água e cuidou de suas penas. "Não tenha medo", sussurrava ela no escuro, "eu fico aqui com você." Aos poucos, o calor voltou ao corpo da ave, e seus olhos se abriram brilhantes.

ES

Un día, caminando por un pasillo oscuro de la madriguera, la niña encontró una caída, fría y casi sin aliento. Pensó que el pajarito estaba muerto, pero, acercando el oído al pecho suave, sintió un corazoncito latir despacio. Con mucho cariño, Pulgarcita cubrió a la con s secas y heno, y durante semanas le llevó gotas de agua y cuidó de sus plumas. "No tengas miedo", susurraba ella en la oscuridad, "yo me quedo aquí contigo." Poco a poco, el calor volvió al cuerpo del ave, y sus ojos se abrieron brillantes.

PT

O rato do campo, porém, tinha outros planos para a menina. Seu vizinho, uma toupeira rica de casaco de veludo preto, costumava visitá-los, e o rato achava que daria um ótimo marido. A toupeira era educada, mas vivia no escuro, debaixo da terra, e detestava o sol e as flores que Polegarzinha tanto amava. "Com ele você nunca passará frio nem fome", insistia o rato, satisfeito. Mas a menina sentia o coração apertar só de pensar em morar para sempre longe da luz, e por dentro dizia baixinho que aquilo não era o seu lugar.

ES

El de campo, sin embargo, tenía otros planes para la niña. Su vecino, un topo rico con abrigo de terciopelo negro, solía visitarlos, y el pensaba que sería un buen marido. El topo era educado, pero vivía en la oscuridad, debajo de la tierra, y detestaba el sol y las que tanto amaba Pulgarcita. "Con él nunca pasarás f ni hambre", insistía el , satisfecho. Pero a la niña se le apretaba el corazón solo de pensar en vivir para siempre lejos de la luz, y por dentro decía bajito que aquel no era su lugar.

PT

Quando a primavera bateu à porta, a andorinha já estava forte e pronta para voar de volta aos céus. "Venha comigo", convidou a ave, abaixando a asa como uma ponte macia. Polegarzinha hesitou, mas então subiu nas costas quentes da andorinha, amarrou-se com firmeza, e juntas atravessaram a janela rumo ao ar livre. Voaram sobre florestas, lagos e montanhas, com o vento limpo no rosto e o sol espalhando ouro sobre tudo. Embaixo, o mundo inteiro parecia um tapete de cores costuradas com cuidado.

ES

Cuando la primavera tocó a la puerta, la ya estaba fuerte y lista para volar de vuelta al cielo. "Ven conmigo", invitó el ave, bajando el ala como un puente suave. Pulgarcita dudó, pero entonces subió a la espalda cálida de la , se ató con firmeza, y juntas cruzaron la ventana rumbo al aire libre. Volaron sobre bosques, lagos y montañas, con el viento limpio en la cara y el sol esparciendo oro sobre todo. Abajo, el mundo entero parecía una alfombra de colores cosidos con cuidado.

PT

Enfim chegaram a uma terra morna, onde flores brancas se abriam por todo lado e o ar cheirava a jasmim e laranjeira. A andorinha pousou Polegarzinha sobre a maior e mais bela das flores, e ali, para sua surpresa, havia um príncipe minúsculo, do tamanho exato dela. Ele tinha uma coroa de orvalho e asas transparentes, e era o rei de todos os espíritos das flores. "Você é a moça mais linda que já vi", disse ele, oferecendo a mão. "Quer ser a rainha das flores comigo?" E os outros espíritos, saindo de cada pétala, trouxeram um par de asinhas brancas só para ela.

ES

Al fin llegaron a una tierra cálida, donde blancas se abrían por todas partes y el aire olía a jazmín y a naranjo. La posó a Pulgarcita sobre la más grande y hermosa de las , y allí, para su sorpresa, había un príncipe diminuto, del tamaño exacto de ella. Tenía una corona de rocío y alas transparentes, y era el rey de todos los espíritus de las . "Eres la muchacha más linda que he visto", dijo él, ofreciéndole la mano. "¿Quieres ser la reina de las conmigo?" Y los otros espíritus, saliendo de cada pétalo, le trajeron un par de alitas blancas solo para ella.

PT

Polegarzinha disse sim com o coração transbordando, e finalmente encontrou o lugar a que pertencia, onde havia sol, perfume e companhia. As flores ofereceram presentes, a andorinha cantou no alto a canção mais doce que sabia, e o vento pareceu sorrir. Naquele país de pétalas e luz, a menina não tinha mais frio nem solidão, só amor e mornidão de fim de tarde. E assim, sob o brilho suave das estrelas que começavam a aparecer, Polegarzinha fechou os olhos em paz. Boa noite, menininha valente; durma tranquila, que você chegou em casa.

ES

Pulgarcita dijo que sí con el corazón rebosante, y por fin encontró el lugar al que pertenecía, donde había sol, perfume y compañía. Las ofrecieron regalos, la cantó en lo alto la canción más dulce que sabía, y el viento pareció sonreír. En aquel país de pétalos y luz, la niña ya no tenía f ni soledad, solo amor y tibieza de fin de tarde. Y así, bajo el brillo suave de las estrellas que empezaban a aparecer, Pulgarcita cerró los ojos en paz. Buenas noches, niñita valiente; duerme tranquila, que has llegado a casa.

ESVocabulário da história

Você acabou de ler a história nos dois idiomas, no leitor logo acima. Agora veja como transformar essa leitura num ritual de aprendizado para a família inteira, e conheça os bastidores desse conto que atravessa gerações.

Como ler esta história nos dois idiomas

Comece em português, do jeito que você sempre fez. Crie o clima, faça as vozes, deixe a criança entrar na história e viver cada cena.

Na parte mais marcante, pause e brinque: sabe como se fala flor em espanhol? flor. Esse é o momento mais bonito, quando a criança percebe que já entende mais do que imagina.

Na segunda leitura, use o leitor bilíngue acima no modo Espanhol. Não traduza cada frase, deixe o fluxo acontecer. Quando aparecer uma palavra nova, toque nela para ver a tradução e a dica, e leia em voz alta junto com a criança. Observe o rosto dela: se sorrir ou antecipar a fala, o aprendizado está acontecendo.

Os personagens

  • Polegarzinha: a menina do tamanho de um polegar, doce e corajosa.
  • O sapo: quer levá-la à força, o primeiro perigo da história.
  • O rato do campo: acolhe Polegarzinha no frio do inverno.
  • A andorinha: a amiga que ela cura e que a leva à liberdade.
  • O príncipe das flores: pequenino como ela, o final feliz.

Origem e versões

A Polegarzinha foi escrita por Hans Christian Andersen em 1835, fruto da sua própria imaginação.

  • Andersen criou Polegarzinha sem se basear num conto antigo.
  • A menina nascida de uma flor é uma das imagens mais delicadas da literatura infantil.
  • A história valoriza a bondade com os animais.
  • O conto de Andersen é de domínio público.

O que a história ensina

A Polegarzinha mostra que o tamanho não define a coragem, e que a bondade com os animais sempre volta. É uma conversa carinhosa sobre cuidar dos pequenos e dos bichos.

Para aprender espanhol, a história é ótima: a criança já acompanha as aventuras de Polegarzinha, então foca nas palavras. É o input compreensível. Leia junto e toque no vocabulário destacado.

Perguntas frequentes

Quem escreveu A Polegarzinha?

Foi escrita por Hans Christian Andersen, em 1835.

Qual é a moral da história?

Que o tamanho não define a coragem e que a bondade com os animais é recompensada.

A Polegarzinha é de domínio público?

Sim. O conto de Andersen tem quase dois séculos e é de domínio público.