Romance

Anna Kariênina: Resumo do Grande Romance de Amor de Tolstoi

Numa estação de trem coberta de neve, dois olhares se cruzam por um instante e nada volta a ser como antes. Anna tem tudo o que a sociedade valoriza, um marido importante, um filho, um nome respeitado. Então chega o amor que ela não pediu, e o chão começa a se abrir sob seus pés.

Jonathan MachadoJonathan Machado
4 min de leitura836 palavras

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A1 · Iniciante
PT

A neve caía mansa sobre a estação de Moscou quando Anna desceu do vagão. Ela viajava para acalmar o irmão, cujo casamento balançava por uma traição descoberta. Era uma mulher serena, de olhos escuros e um sorriso que parecia guardar algo que ela mesma desconhecia. No tumulto da plataforma, um jovem oficial parou diante dela, tirou o chapéu e pediu licença para passar. Por um segundo apenas, os olhos dos dois se encontraram. Naquele instante breve, sem nenhuma palavra de peso, alguma coisa silenciosa se acendeu entre eles.

ES

La caía suave sobre la estación de Moscú cuando Anna bajó del vagón. Viajaba para calmar a su hermano, cuyo matrimonio temblaba por una traición descubierta. Era una mujer serena, de ojos oscuros y una que parecía guardar algo que ella misma no conocía. En el tumulto del , un joven oficial se detuvo ante ella, se quitó el sombrero y pidió permiso para pasar. Solo por un segundo, los ojos de ambos se encontraron. En aquel instante breve, sin ninguna palabra importante, algo silencioso se encendió entre los dos.

PT

O oficial chamava-se Vronski, e não conseguiu mais tirar aquele rosto da cabeça. Anna voltou para casa em Petersburgo, para o marido, Kariênin, um homem de meia-idade, frio e metódico, dono de um cargo alto no governo. Ele a recebeu como recebia tudo: com correção, sem calor. À noite, ele falava de deveres e horários, e Anna sorria por fora enquanto, por dentro, sentia pela primeira vez como aquela casa era silenciosa. Beijou o filho pequeno, Seriôja, e por um instante achou que aquilo bastava. Mas alguma coisa nela já tinha despertado e não queria mais dormir.

ES

El oficial se llamaba Vronski, y ya no pudo quitarse aquel rostro de la cabeza. Anna volvió a casa en Petersburgo, con su , Karenin, un hombre maduro, frío y metódico, dueño de un alto cargo en el gobierno. Él la recibió como recibía todo: con corrección, sin calor. Por la noche, él hablaba de deberes y de horarios, y Anna sonreía por fuera mientras, por dentro, sentía por primera vez lo silenciosa que era aquella casa. Besó a su hijo pequeño, Seriozha, y por un momento creyó que aquello bastaba. Pero algo en ella ya había despertado y no quería volver a dormir.

PT

Vronski a seguiu. Apareceu nos bailes, nos salões, sempre por perto, e a alta sociedade de Petersburgo logo começou a sussurrar. Numa festa, Kitty, uma jovem que esperava um pedido de casamento de Vronski, viu o rosto dele iluminar-se ao olhar para Anna, e entendeu, com o coração apertado, que tinha sido esquecida. Anna tentou resistir. 'O senhor precisa parar', disse ela uma vez, a voz trêmula. 'Eu paro quando a senhora me disser que não sente nada', respondeu Vronski. Ela baixou os olhos e não conseguiu dizer.

ES

Vronski la siguió. Aparecía en los bailes, en los salones, siempre cerca, y la alta sociedad de Petersburgo pronto empezó a murmurar. En una fiesta, Kitty, una joven que esperaba una propuesta de matrimonio de Vronski, vio cómo el rostro de él se iluminaba al mirar a Anna, y comprendió, con el apretado, que había sido olvidada. Anna intentó resistir. 'Usted tiene que parar', dijo ella una vez, con la voz temblorosa. 'Pararé cuando usted me diga que no siente nada', respondió Vronski. Ella bajó los ojos y no pudo decirlo.

PT

O amor venceu a prudência. Anna e Vronski tornaram-se amantes, e ela descobriu que era capaz de uma felicidade que jamais imaginara, e ao mesmo tempo de uma vergonha que a sufocava. 'Eu sou uma mulher perdida', dizia ela, abraçada a ele, rindo e chorando ao mesmo tempo. Vronski jurava que cuidaria dela para sempre. Mas havia o marido, havia o filho, havia o mundo inteiro pronto a julgá-la. Cada beijo trazia junto o sabor amargo da culpa.

ES

El amor venció a la prudencia. Anna y Vronski se hicieron amantes, y ella descubrió que era capaz de una felicidad que jamás había imaginado, y al mismo tiempo de una que la ahogaba. 'Soy una mujer perdida', decía ella, abrazada a él, riendo y llorando a la vez. Vronski juraba que cuidaría de ella para siempre. Pero estaba el , estaba el hijo, estaba el mundo entero listo para juzgarla. Cada beso traía consigo el sabor amargo de la culpa.

PT

Kariênin percebeu. Não por ciúme, pois mal sabia o que era isso, mas por orgulho ferido e medo do escândalo. 'Eu lhe peço apenas que se comporte', disse ele a Anna, frio como sempre, 'para que a sociedade não tenha do que falar.' Ele se importava com as aparências, não com o coração da mulher. Anna olhou para aquele homem que nunca a tinha tocado de verdade e sentiu que estava morrendo aos poucos dentro daquela casa correta e gelada.

ES

Karenin se dio cuenta. No por , porque apenas sabía lo que era eso, sino por orgullo herido y miedo al escándalo. 'Solo le pido que se comporte', le dijo a Anna, frío como siempre, 'para que la sociedad no tenga de qué hablar.' A él le importaban las apariencias, no el de su mujer. Anna miró a aquel hombre que nunca la había tocado de verdad y sintió que se estaba muriendo poco a poco dentro de aquella casa correcta y helada.

PT

Enquanto isso, longe do mundo dos salões, vivia Liévin, um homem do campo, honesto e atrapalhado, que amava Kitty em silêncio. Ele a havia pedido em casamento antes, e ela, sonhando com Vronski, o tinha recusado. Liévin voltou para suas terras com o coração partido, jogou-se no trabalho, ceifou o feno ao lado dos camponeses sob o sol, buscando na lida da terra um sentido para a vida. Aos poucos, longe da agitação, foi encontrando uma paz simples que os salões nunca davam.

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Mientras tanto, lejos del mundo de los salones, vivía Liovin, un hombre del , honesto y torpe, que amaba a Kitty en silencio. Él le había pedido matrimonio antes, y ella, soñando con Vronski, lo había rechazado. Liovin volvió a sus tierras con el roto, se entregó al trabajo, segó el heno junto a los campesinos bajo el sol, buscando en la labor de la tierra un sentido para la vida. Poco a poco, lejos de la agitación, fue encontrando una paz sencilla que los salones nunca daban.

PT

Anna engravidou de Vronski e quase morreu no parto. Ardendo em febre, delirante, ela chamou o marido e o amante ao mesmo tempo. Naquele momento extremo, Kariênin sentiu algo que nunca sentira: piedade, quase ternura. 'Eu a perdoo', murmurou ele, segurando a mão dela. Por um instante pareceu que tudo podia se compor. Mas Anna sobreviveu, a febre passou, e com a saúde voltou também o desejo de viver, de amar, de fugir daquela casa onde o perdão pesava mais que qualquer condenação.

ES

Anna quedó embarazada de Vronski y estuvo a punto de morir en el parto. Ardiendo de , delirante, llamó al y al amante al mismo tiempo. En aquel momento extremo, Karenin sintió algo que nunca había sentido: piedad, casi ternura. 'La perdono', murmuró él, sosteniendo su mano. Por un instante pareció que todo podía arreglarse. Pero Anna sobrevivió, la pasó, y con la salud volvió también el deseo de vivir, de amar, de huir de aquella casa donde el perdón pesaba más que cualquier condena.

PT

Anna fez sua escolha. Abandonou o marido, abandonou a posição, e o que mais doeu, foi obrigada a abandonar o pequeno Seriôja, que Kariênin se recusou a entregar. Partiu com Vronski para a Itália, e por um tempo viveram dias de sol e liberdade longe das línguas de Petersburgo. 'Agora somos só nós dois', dizia ela. Mas a felicidade pura não durava. Faltava-lhe o filho, faltava-lhe o nome, e ela começou a sentir que tinha trocado uma prisão por outra, mais bonita, porém ainda assim uma prisão.

ES

Anna tomó su decisión. Abandonó al , abandonó su posición, y lo que más le dolió, se vio obligada a abandonar al pequeño Seriozha, que Karenin se negó a entregar. Partió con Vronski hacia Italia, y por un tiempo vivieron días de sol y libertad lejos de las lenguas de Petersburgo. 'Ahora somos solo nosotros dos', decía ella. Pero la felicidad pura no duraba. Le faltaba su hijo, le faltaba su nombre, y empezó a sentir que había cambiado una prisión por otra, más bonita, pero todavía una prisión.

PT

Liévin, enquanto isso, reencontrou Kitty. O orgulho dos dois tinha se desfeito, e o que restou foi um amor verdadeiro e tímido. Pediu-a outra vez, e dessa vez ela disse sim. Casaram-se, e a vida deles, com suas pequenas brigas e suas grandes ternuras, foi crescendo como uma árvore de raízes fundas. Tiveram um filho. Liévin ainda se perguntava sobre o sentido de tudo, mas ao olhar a mulher e a criança adormecida, sentia que talvez a resposta estivesse ali, no amor simples que se constrói dia após dia.

ES

Liovin, mientras tanto, volvió a encontrarse con Kitty. El orgullo de ambos se había deshecho, y lo que quedó fue un amor verdadero y tímido. Se lo pidió otra vez, y esta vez ella dijo que sí. Se casaron, y la vida de ellos, con sus pequeñas peleas y sus grandes ternuras, fue creciendo como un árbol de raíces hondas. Tuvieron un hijo. Liovin todavía se preguntaba por el sentido de todo, pero al mirar a su mujer y al niño dormido, sentía que tal vez la respuesta estaba allí, en el amor sencillo que se construye día tras día.

PT

Anna e Vronski voltaram à Rússia, e foi aí que o mundo se fechou sobre ela. As portas dos salões não se abriam mais. As mulheres que antes a admiravam viravam o rosto. Numa noite, ela teve a coragem de ir ao teatro, de cabeça erguida, e uma dama ao lado a humilhou em voz alta diante de todos. Anna voltou para casa tremendo. Vronski podia circular livre, pois para um homem aquilo era apenas uma aventura, mas para ela era a marca de fogo. A injustiça a corroía por dentro.

ES

Anna y Vronski volvieron a Rusia, y fue entonces cuando el mundo se cerró sobre ella. Las puertas de los salones ya no se abrían. Las mujeres que antes la admiraban le volvían la cara. Una noche, ella tuvo el valor de ir al teatro, con la cabeza alta, y una dama a su lado la humilló en voz alta delante de todos. Anna volvió a casa temblando. Vronski podía circular libre, porque para un hombre aquello era solo una aventura, pero para ella era la marca de fuego. La injusticia la corroía por dentro.

PT

Isolada, sem o filho, sem amigas, Anna passou a viver apenas para Vronski, e esse amor, antes salvação, virou tormento. Ela vigiava cada gesto dele, temia cada saída, imaginava traições onde não havia. 'Você já não me ama como antes', acusava. 'Anna, você está se torturando à toa', respondia ele, cansado. Quanto mais ela se agarrava, mais sentia que o sufocava, e quanto mais o sufocava, mais o medo de perdê-lo crescia. O ciúme tornou-se uma febre que não baixava nunca.

ES

Aislada, sin su hijo, sin amigas, Anna pasó a vivir solo para Vronski, y ese amor, antes salvación, se convirtió en tormento. Vigilaba cada gesto de él, temía cada salida, imaginaba traiciones donde no las había. 'Ya no me amas como antes', acusaba. 'Anna, te estás torturando sin motivo', respondía él, cansado. Cuanto más se aferraba, más sentía que lo ahogaba, y cuanto más lo ahogaba, más crecía el miedo a perderlo. Los se volvieron una que nunca bajaba.

PT

A mente de Anna foi escurecendo. As noites sem sono, o láudano para dormir, os pensamentos girando sempre no mesmo abismo. Ela já não distinguia o que era real do que era medo. 'Se eu morresse', pensava, 'ele entenderia o quanto me feriu.' Vronski continuava a amá-la, mas estava exausto da guerra diária, e cada palavra dura dele caía sobre ela como uma sentença. Anna sentia-se como alguém que afunda devagar, vendo a margem, sem conseguir mais alcançá-la.

ES

La mente de Anna se fue oscureciendo. Las noches sin sueño, el láudano para dormir, los pensamientos girando siempre en el mismo abismo. Ya no distinguía lo que era real de lo que era miedo. 'Si yo muriera', pensaba, 'él entendería cuánto me hirió.' Vronski seguía amándola, pero estaba agotado de la guerra diaria, y cada palabra dura de él caía sobre ella como una sentencia. Anna se sentía como alguien que se hunde despacio, viendo la orilla, sin poder alcanzarla.

PT

Numa manhã, depois de uma discussão amarga, Vronski saiu para resolver assuntos da família. Anna ficou só, com o coração em frangalhos, certa de que ele a abandonava. Mandou-lhe um bilhete pedindo que voltasse. A resposta demorou, fria e breve. Tomada por um desespero que já não escutava razão, ela mandou preparar a carruagem e saiu, sem saber bem para onde, atravessando a cidade com a alma em trevas. Tudo lhe parecia falso, cruel, perdido.

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Una mañana, después de una discusión amarga, Vronski salió para resolver asuntos de la familia. Anna se quedó sola, con el hecho pedazos, segura de que él la abandonaba. Le mandó una nota pidiéndole que volviera. La respuesta tardó, fría y breve. Tomada por una desesperación que ya no escuchaba razón, mandó preparar el carruaje y salió, sin saber bien adónde, atravesando la ciudad con el alma en . Todo le parecía falso, cruel, perdido.

PT

Chegou a uma estação de trem, a mesma espécie de lugar onde tudo havia começado anos atrás. Caminhou pela plataforma entre o barulho e a fumaça, com a cabeça em fogo. Pensou no filho que não via, no amor que sentia escapar, no mundo que a tinha expulsado. Por um instante quis recuar, voltar atrás, viver. Mas a dor era maior que ela. E ali, naquele lugar de partidas, Anna encontrou o fim que a libertou de um sofrimento que já não cabia em seu peito. A neve tornou a cair, silenciosa, sobre os trilhos.

ES

Llegó a una estación de tren, el mismo tipo de lugar donde todo había empezado años atrás. Caminó por el entre el ruido y el humo, con la cabeza ardiendo. Pensó en el hijo que no veía, en el amor que sentía escapar, en el mundo que la había expulsado. Por un instante quiso retroceder, volver atrás, vivir. Pero el dolor era más grande que ella. Y allí, en aquel lugar de partidas, Anna encontró el final que la liberó de un sufrimiento que ya no cabía en su pecho. La volvió a caer, silenciosa, sobre las vías.

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Vronski, ao saber, ficou destruído. O homem brilhante de outrora envelheceu de uma vez, e, sem rumo, partiu para a guerra, talvez à procura da própria morte, levando consigo o peso de um amor que não soube salvar. A sociedade que tanto julgara Anna seguiu em frente, indiferente, como sempre. Restou o silêncio, e a lembrança de uma mulher que ousou amar contra tudo e pagou o preço mais alto.

ES

Vronski, al saberlo, quedó destruido. El hombre brillante de antes envejeció de golpe, y, sin rumbo, partió a la guerra, tal vez en busca de su propia muerte, llevando consigo el peso de un amor que no supo salvar. La sociedad que tanto había juzgado a Anna siguió adelante, indiferente, como siempre. Quedó el silencio, y el de una mujer que se atrevió a amar contra todo y pagó el precio más alto.

PT

Longe dali, no campo, Liévin segurava o filho no colo sob o céu estrelado. Ele havia procurado a vida inteira por uma resposta sobre por que vivemos, e naquela noite simples, olhando a mulher amada e a criança que respirava em seus braços, sentiu que talvez não houvesse fórmula nenhuma. Havia apenas isto: amar, trabalhar, ser bom sem esperar recompensa. A história de Anna terminou nos trilhos; a de Liévin, num campo tranquilo. Duas formas de amar, dois destinos, sob o mesmo céu imenso da Rússia.

ES

Lejos de allí, en el , Liovin sostenía a su hijo en brazos bajo el estrellado. Había buscado toda la vida una respuesta sobre por qué vivimos, y en aquella noche sencilla, mirando a la mujer amada y al niño que respiraba en sus brazos, sintió que tal vez no había ninguna fórmula. Solo había esto: amar, trabajar, ser bueno sin esperar recompensa. La historia de Anna terminó en las vías; la de Liovin, en un tranquilo. Dos formas de amar, dos destinos, bajo el mismo inmenso de Rusia.

ESVocabulário da história

Sobre a obra

Anna Kariênina foi escrita pelo russo Liev Tolstói e publicada em partes entre 1875 e 1877. É considerada uma das maiores obras da literatura mundial, e o próprio Tolstói a chamava de seu primeiro romance verdadeiro. A famosa frase de abertura, sobre as famílias felizes que se parecem e as infelizes que sofrem cada uma à sua maneira, virou uma das mais citadas de todos os tempos.

O livro entrelaça duas histórias de amor opostas: a paixão trágica de Anna por Vronski e o amor sereno de Liévin por Kitty. Por trás do enredo romântico, Tolstói pinta um retrato vivo da Rússia imperial, com sua aristocracia hipócrita, suas regras cruéis e suas grandes questões sobre fé, casamento e o sentido da vida. Liévin é, em grande parte, um espelho do próprio autor.

Quase 150 anos depois, a obra continua emocionando leitores no mundo inteiro e já ganhou inúmeras adaptações para o cinema e a televisão. Sua força está em personagens que parecem gente de carne e osso, capazes de amar, errar e sofrer de um jeito que ainda hoje reconhecemos em nós mesmos.

Perguntas frequentes

A história de Anna Kariênina é real?

Não, é uma obra de ficção escrita por Liev Tolstói. Mas o autor se inspirou na sociedade russa de seu tempo, que conhecia de perto, e em pessoas reais que via à sua volta. Por isso os personagens parecem tão verdadeiros, com sentimentos e conflitos que qualquer pessoa pode reconhecer.

Por que Anna tem um fim tão trágico?

Anna escolhe seguir o amor por Vronski e abandona o casamento, mas a sociedade da época punia duramente as mulheres que faziam isso, enquanto perdoava os homens. Isolada, separada do filho e consumida pelo ciúme, ela vai afundando em desespero. Seu destino mostra o peso cruel das regras sociais sobre quem ousava desafiá-las.

Quem é Liévin e por que sua história aparece junto?

Liévin é um homem do campo que ama Kitty e representa o caminho oposto ao de Anna: um amor que amadurece e dá certo. Tolstói colocou as duas histórias lado a lado de propósito, para contrastar a paixão que destrói com o amor sereno que constrói. Liévin também carrega muito das ideias e dúvidas do próprio autor sobre a vida.