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O Patinho Feio: a Historia Classica do Conto de Andersen

Todos chamam o patinho de feio, e seu filho ainda não sabe a surpresa que espera por ele na primavera. É nessa descoberta que o espanhol entra sem esforço. Leia O Patinho Feio nos dois idiomas, na hora de dormir.

Jonathan MachadoJonathan Machado
5 min de leitura989 palavras

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A1 · Iniciante
PT

Era uma vez, num cantinho quente da fazenda, uma pata mãe que chocava seus ovos sobre um ninho macio de palha dourada. O sol da tarde batia morno nas suas penas, e ela cochilava feliz, sentindo a vida bater dentro de cada casca lisa. Ao redor, as folhas das bardanas faziam uma sombra fresquinha, e o ar cheirava a capim molhado e flor de junco. A pata esperava, paciente, ouvindo o riacho cantar bem perto dali.

ES

Había una vez, en un rincón cálido de la granja, una mamá pata que empollaba sus sobre un suave de paja dorada. El sol de la tarde caía tibio sobre sus , y ella dormitaba feliz, sintiendo la vida latir dentro de cada cáscara lisa. Alrededor, las hojas grandes hacían una sombra fresca, y el aire olía a hierba mojada y a flor de junco. La pata esperaba, paciente, escuchando el arroyo cantar muy cerca de allí.

PT

Numa manhã clara, as cascas começaram a estalar, tic, tic, tic, e os filhotinhos foram saindo um por um. Eram bolinhas amarelas de penugem fofa, que piavam baixinho e abriam os olhos brilhantes para o mundo novo. A mãe contou os filhotes com orgulho, mas reparou que um ovo, o maior de todos, ainda estava fechado. Ela ajeitou as penas por cima dele e esperou mais um pouco, com o coração aquecido.

ES

Una mañana clara, las cáscaras empezaron a crujir, tic, tic, tic, y los pollitos fueron saliendo uno por uno. Eran bolitas amarillas de plumón suave, que piaban bajito y abrían los ojos brillantes al mundo nuevo. La mamá contó a sus hijos con orgullo, pero notó que un huevo, el más grande de todos, todavía estaba cerrado. Acomodó las por encima de él y esperó un poco más, con el corazón calentito.

PT

Por fim aquele ovo grande se abriu também, devagar, e dele saiu um filhote diferente de todos. Era maior, desajeitado, com penas de um cinza fosco em vez do amarelo macio dos irmãos. Os outros animais do terreiro o olharam de lado e cochicharam baixinho. "Que filhote estranho e feio", disseram a galinha e o peru, esticando o pescoço para zombar.

ES

Por fin aquel huevo grande se abrió también, despacio, y de él salió un diferente a todos. Era más grande, torpe, con de un apagado en vez del amarillo suave de sus . Los otros animales del corral lo miraron de reojo y cuchichearon bajito. "Qué tan raro y ", dijeron la gallina y el pavo, estirando el cuello para burlarse.

PT

Os dias passaram e o pobre patinho aprendeu o gosto amargo do desprezo. Os irmãos o bicavam, os patos o empurravam, e até a moça que dava milho o afastava com o pé. "Por que você é tão grande e tão cinzento?", riam eles, virando as costas. À noite, encolhido num canto frio do galpão, o patinho escondia a cabeça sob a asa e sentia uma tristeza pesada apertar seu peitinho.

ES

Pasaron los días y el pobre conoció el sabor amargo del desprecio. Sus lo picoteaban, los patos lo empujaban, y hasta la muchacha que daba el maíz lo apartaba con el pie. "¿Por qué eres tan grande y tan ?", se reían ellos, dándole la espalda. Por la noche, encogido en un rincón frío del granero, el escondía la cabeza bajo el ala y sentía una tristeza pesada apretar su pechito.

PT

Numa madrugada, sem aguentar mais a zombaria, o patinho fugiu por baixo da cerca de madeira. Correu pelo campo orvalhado, com o coração disparado, até chegar a um pântano cheio de juncos altos. Ali o vento assoviava frio entre as folhas, e a água parada refletia um céu cinzento. Sozinho e com medo, ele se aninhou entre as moitas e tentou dormir, ouvindo o pio distante dos pássaros selvagens.

ES

Una madrugada, sin aguantar más las burlas, el huyó por debajo de la cerca de madera. Corrió por el campo lleno de rocío, con el corazón acelerado, hasta llegar a un pantano lleno de juncos altos. Allí el viento silbaba frío entre las hojas, y el agua quieta reflejaba un cielo . Solo y con miedo, se acurrucó entre los matorrales e intentó dormir, escuchando el pío lejano de los pájaros salvajes.

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Veio então o inverno, e o mundo inteiro ficou branco e duro de tanto gelo. O patinho vagou por charcos congelados, com as patinhas dormentes e a barriga vazia, procurando um pedacinho de calor. A neve caía em flocos macios que grudavam nas suas penas, e o vento cortava como uma faca de frio. Andou, andou, andou, e muitas vezes pensou que não veria a manhã seguinte, mas se agarrava à vida noite após noite.

ES

Llegó entonces el , y el mundo entero quedó blanco y duro de tanto hielo. El vagó por charcas congeladas, con las patitas dormidas y la barriga vacía, buscando un poquito de calor. La caía en copos suaves que se pegaban a sus , y el viento cortaba como un cuchillo de frío. Anduvo, anduvo, anduvo, y muchas veces pensó que no vería la mañana siguiente, pero se aferraba a la vida noche tras noche.

PT

Numa tarde gelada, antes do gelo cobrir tudo, ele viu passar no céu um bando de aves magníficas. Eram grandes e brancas como a neve limpa, com pescoços longos e curvos como o cabo de uma harpa. Voavam em silêncio, batendo asas amplas, e soltavam um chamado suave que fez o coraçãozinho do patinho tremer. "Como eu queria ser belo assim", suspirou ele, sem saber por que aquelas aves o emocionavam tanto.

ES

Una tarde helada, antes de que el hielo lo cubriera todo, vio pasar por el cielo una bandada de aves magníficas. Eran grandes y blancas como la limpia, con cuellos largos y curvos como el mango de un arpa. Volaban en silencio, batiendo amplias, y soltaban un llamado suave que hizo temblar el corazoncito del . "Cómo me gustaría ser bello así", suspiró él, sin saber por qué aquellas aves lo emocionaban tanto.

PT

O inverno foi comprido e duro, mas, devagarinho, o gelo começou a derreter e o sol voltou mais quente. Brotaram folhas verdes nas árvores, os campos se encheram de flores, e os passarinhos cantaram de novo entre os galhos. O patinho, escondido num juncal, sentiu as forças voltarem ao seu corpo cansado. Ele esticou as asas e, para sua surpresa, elas eram largas, fortes e cheias de penas macias.

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El fue largo y duro, pero, poco a poco, el hielo empezó a derretirse y el sol volvió más cálido. Brotaron hojas verdes en los árboles, los campos se llenaron de flores, y los pajaritos cantaron de nuevo entre las ramas. El , escondido en un juncal, sintió las fuerzas volver a su cuerpo cansado. Estiró las y, para su sorpresa, eran anchas, fuertes y llenas de suaves.

PT

Cheio de coragem nova, ele nadou até um lago calmo onde a primavera brilhava na água. Foi então que aquelas mesmas aves brancas e elegantes se aproximaram, deslizando suaves pela superfície. O patinho baixou a cabeça, com medo de ser zombado outra vez, e olhou para baixo, para o próprio reflexo na água parada. Seu coração quase parou, pois ali não havia mais um filhote cinzento e desajeitado.

ES

Lleno de un valor nuevo, nadó hasta un tranquilo donde la primavera brillaba en el agua. Fue entonces cuando aquellas mismas aves blancas y elegantes se acercaron, deslizándose suaves por la superficie. El bajó la cabeza, con miedo de que se burlaran de nuevo, y miró hacia abajo, hacia su propio reflejo en el agua quieta. Su corazón casi se detuvo, porque allí ya no había un y torpe.

PT

No espelho calmo do lago, ele viu um cisne, branco e lindo, de pescoço longo e elegante. Não era feio, nunca tinha sido errado: ele só havia nascido entre patos sem ainda saber o que era de verdade. Os outros cisnes nadaram para perto, tocaram o seu pescoço com carinho e o chamaram de irmão. "Você é um de nós", disseram baixinho, e o jovem cisne sentiu uma alegria mansa enchendo todo o seu peito.

ES

En el espejo tranquilo del , vio un , blanco y hermoso, de cuello largo y elegante. No era , nunca había estado mal: solo había nacido entre patos sin saber todavía lo que era de verdad. Los otros s nadaron cerca, tocaron su cuello con cariño y lo llamaron hermano. "Eres uno de nosotros", dijeron bajito, y el joven sintió una alegría mansa llenar todo su pecho.

PT

Naquela tarde dourada, ele deslizou pela água ao lado dos seus, sentindo o sol morno nas penas brancas. As crianças que passavam pela margem apontavam e diziam: "Olhem o cisne novo, é o mais bonito de todos!". Mas ele não ficou orgulhoso, apenas grato, lembrando do inverno frio e de todo o caminho percorrido. E assim, embalado pelo balançar suave do lago, fechou os olhos em paz, sabendo enfim que tinha encontrado o seu lugar e o seu lar.

ES

Aquella tarde dorada, se deslizó por el agua junto a los suyos, sintiendo el sol tibio en las blancas. Los niños que pasaban por la orilla señalaban y decían: "¡Miren el nuevo, es el más bonito de todos!". Pero él no se puso orgulloso, solo agradecido, recordando el frío y todo el camino recorrido. Y así, mecido por el vaivén suave del , cerró los ojos en paz, sabiendo por fin que había encontrado su lugar y su hogar.

ESVocabulário da história

Você acabou de ler a história nos dois idiomas, no leitor logo acima. Agora veja como transformar essa leitura num ritual de aprendizado para a família inteira, e conheça os bastidores desse conto que atravessa gerações.

Como ler esta história nos dois idiomas

Comece em português, do jeito que você sempre fez. Crie o clima, faça as vozes, deixe a criança entrar na história e viver cada cena.

Na parte mais marcante, pause e brinque: sabe como se fala cisne em espanhol? cisne. Esse é o momento mais bonito, quando a criança percebe que já entende mais do que imagina.

Na segunda leitura, use o leitor bilíngue acima no modo Espanhol. Não traduza cada frase, deixe o fluxo acontecer. Quando aparecer uma palavra nova, toque nela para ver a tradução e a dica, e leia em voz alta junto com a criança. Observe o rosto dela: se sorrir ou antecipar a fala, o aprendizado está acontecendo.

Os personagens

  • O patinho feio: diferente dos outros, descobre aos poucos a sua verdadeira natureza.
  • A mãe pata: choca os ovos e cuida da ninhada.
  • Os animais da fazenda: zombam do patinho por ser diferente.
  • Os cisnes: as aves elegantes que revelam quem o patinho realmente é.
  • O lago: onde ele finalmente se enxerga.

Origem e versões

O Patinho Feio foi escrito por Hans Christian Andersen em 1843, um dos seus contos mais pessoais.

  • Andersen falava de si mesmo ao escrever sobre se sentir diferente.
  • A história virou símbolo de aceitação e autoestima no mundo todo.
  • O conto mostra que cada um floresce no seu próprio tempo.
  • A versão de Andersen é de domínio público.

O que a história ensina

O Patinho Feio ensina que ser diferente não é defeito, e que cada um floresce no seu tempo. É uma conversa importante sobre respeito às diferenças e amor próprio.

Para aprender espanhol, o conto é ótimo: a criança já sabe que o patinho vira cisne, então a atenção fica nas palavras. É o input compreensível. Leia junto e toque no vocabulário.

Perguntas frequentes

Quem escreveu O Patinho Feio?

Foi escrito por Hans Christian Andersen, em 1843.

Qual é a moral da história?

Que ser diferente não é um defeito e que cada um floresce no seu próprio tempo.

O Patinho Feio é de domínio público?

Sim. O conto de Andersen tem quase dois séculos e é de domínio público.