Sobre a obra
Tristão e Isolda é uma das mais antigas e influentes lendas de amor da Europa, nascida na tradição céltica e difundida na Idade Média por poetas franceses, ingleses e alemães a partir do século XII. Versões famosas vieram das mãos de autores como Béroul, Thomas da Inglaterra e, em alemão, Gottfried von Strassburg, cada um acrescentando seus matizes à mesma história trágica do filtro do amor.
No século XIX, a lenda ganhou nova vida e fama mundial com a ópera "Tristan und Isolde" de Richard Wagner (1865), que transformou o amor impossível dos dois numa das obras musicais mais célebres de todos os tempos. Em 1900, o escritor francês Joseph Bédier reuniu os fragmentos medievais numa versão em prosa, "O Romance de Tristão e Isolda", que se tornou a porta de entrada moderna para a história.
O mito atravessou séculos porque toca algo universal: o amor que chega como destino, mais forte que a vontade, a honra e até a morte. Ao lado de Romeu e Julieta, que em parte inspirou, Tristão e Isolda permanece o arquétipo do amor proibido e fatal no imaginário ocidental.